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Equipe do Colégio

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Administrativo

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Equipe do Colégio

Equipe do Colégio

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Receitas Da feira de Cienccias


                                                  Graviola   

Suco de Graviola Com Maracujá

ingredientes

  • 1 graviola de tamanho médio
  • 1 maracujá doce ou azedo
  • 1 litro de água filtrada
  • 1 xicara de café de açucar
  • 10cuinhoss de gelo
  • 1 peneira média
  • 1 liquidificador

modo de preparo

pegue a graviola retire a casca bata no liquidificador com 1/2litro de água para retirar a semente em seguida coe em uma peneirinha e reserve em uma jarra faça o mesmo com o maracujá depois misture o suco da graviola com o de maracujá acrecente o açucar e os cubos de gelo e está pronto um delicioso e nutritivo suco
Sorvete de graviola
Receita de Ivan Achcar do Café Journal e da Casa da Fazenda do Morumbi, em São Paulo, SP



Receita de Rita Medeiros, da Sorbê, em Brasília, DF

Ingredientes
2 kg de graviola; 2 ½ l de água; 350 g de açúcar
Modo de preparo
Bata a fruta com a água e congele. Bata de novo, em batedeira ou sorveteira, com o açúcar; congele de novo e torne a bater. Se quiser um sorvete mais aerado repita a operação mais duas ou três vezes.

Musse de graviola

Musse de graviola: sobremesa que pode ser feita de véspera
Foto: Mauro Holanda
Preparo: Demorado (acima de 45 minutos)
Rendimento: 4
Dificuldade: Fácil
Categoria: Musse
Calorias: 270

Ingredientes:

. 500 g de polpa de graviola
. 50 g de polpa de framboesa
. 1 xícara (chá) cheia de açúcar
. 400 ml de creme de leite
. 6  gelatinas em folhas (à venda nos supermercados)  
. Carambola em fatias para decorar

Modo de preparo:

Em um liquidificador bata a polpa de framboesa com 1/4 do açúcar. Leve ao fogo até formar uma calda e reserve. Bata o creme de leite em picos médios, ou seja, um pouco antes do ponto de chantilly. Reserve. Aqueça a polpa de graviola e reserve. Dissolva a gelatina conforme as instruções do fabricante, junte a graviola e acrescente o restante do açúcar. Mexa bem e incorpore delicadamente o chantilly. Distribua a musse em taças individuais e leve à geladeira até ficar firme. Espalhe a calda de framboesa e decore as taças com a carambola.

Sorvete de Graviola

Ingredientes
- 1 graviola pequena
- 1 colher de (sopa) de casca de limão ralada
- 1 colher de (sopa) de suco de limão
- 2 caixinhas de creme de leite
- 1 xícara de (chá) de açúcar
Modo de Preparar
Abra a graviola e retire as sementes.
Reserve algumas sementes para decorar.
Coloque a polpa no liquidificador, aos poucos, e junte a casca de limão.
Bata até ficar homogêneo.
Reserve.
Coloque em uma panela o açúcar e ½ xícara de (chá) de água.
Leve ao fogo, sem parar de mexer, até o açúcar derreter.
Deixe no fogo por mais 8 minutos, sem mexer, ou até obter uma calda em ponto de fio médio.
Retire do fogo, transfira para uma tigela e deixe esfriar completamente.
A seguir, junte o purê de graviola, o suco de limão e misture delicadamente.
Cubra a tigela com um filme plástico e leve ao freezer por 4 horas, ou até ficar firme.
Retire a mistura do freezer, raspe e coloque na tigela da batedeira.
Acrescente o creme de leite e bata por mais 2 horas, ou até ficar firme.
No momento de servir, distribua o sorvete nas taças e decore com as sementes de graviola ou com raspas de limão.


Batido de Graviola
Ingredientes:
1 chávena de chá de polpa de graviola
2 chávenas de chá de leite
1 colher de sopa de hortelã
1 colher de sopa de açúcar
folhas de hortelã
gelo

Modo de preparo:



  • Coloque todos os ingredientes e 5 pedras de gelo no liquidificador.
  • Bata durante 2 minutos. 
  • Distribua pelos copos. 
  • Enfeite com folhas de hortelã e sirva.


                                   Coco-Baru

Filé com manteiga de baru

Ingredientes
1 kg de medalhão de filé mingnon de 150g cada
Azeite de oliva
100g de manteiga sem sal
1 colher de sopa de salsinha repicada
3 dentes de alho
70 g de farinha de baru (processado no liquidificador)
Pitada de sal
20 g Farinha de rosca
Modo de preparo
Manteiga de baru: – Misturar a manteiga, salsa, alho, farinha de baru, sal e farinha 
de rosca até formar uma pasta
Numa frigideira aquecer o azeite e selar o medalhão de filé nos dois lados.
Acomodar os medalhões numa bandeja e cobrir com uma colher da manteiga de 

baru.
Levar ao forno até ficar dourado.
Receita de Marilde Cavaletti

Pão caseiro com castanha de baru

Ingredientes:
200g de castanha de baru tostada e moída sem pele
• 1 kg de farinha de trigo
• 1 ½ copos tipo americano de leite
• 1 copo tipo americano de açúcar
• 1 colher de sopa de sal de cozinha
• 3 colheres de sopa de manteiga de leite
• ½ copo tipo americano de óleo vegetal
• 2 colheres de fermento
• 4 ovos

Preparo:
Coloque a farinha de trigo e a castanha do baru moída numa vasilha e misture. 
No liquidificador, coloque um por um todos os outros ingredientes e bata bem. 
Junte a mistura do liquidificador à vasilha onde está a farinha e o baru. Amasse bem.
Deixe a massa 
descansar por 30 minutos. Em seguida, enrole as partes no tamanho desejado e 
coloque numa forma 
com o fundo polvilhado 
com farinha de trigo. Deixe crescer novamente por 60 minutos. Depois, leve ao 
forno pré-aquecido para assar.

Arroz de Baru

Ingredientes

  • 1 xícara de arroz
  • ¼ xícara de baru descascado
  • 1 dente de alho
  • ½ cebola
  • ½ colher (chá) de sal
  • 1 colher (chá) de óleo
  • 1 copo de água

Modo de preparo

Adicionar o óleo à panela aquecida e acrescentar a cebola, refogar, e quando 
estiver translúcida, adicionar o alho
Acrescentar, em seguida, o arroz e refogar
Quando o arroz estiver branco opaco, acrescentar a água fervente e o sal
Tampar a panela e quando a água secar, misturar com o baru em pedaços.

Pão de Milho com Baru 
Ingredientes:
Massa: 50ml de óleo, 2 ovos, 15g de fermento biológico seco, 10g de sal, 50g de 
castanha de baru, 80g de açúcar mascavo, 200g de flocos de milho, 500g de 
farinha de trigo.
Recheio: 200ml de leite, 50g de açúcar refinado, 25g de flocos de milho, 50g de 
açúcar mascavo, 85g de creme de confeiteiro, 100g de castanha de baru moída.
Cobertura: 20g de manteiga, 25g de flocos de milho, 50g de açúcar mascavo, 
50g de castanha de baru moída, 25g de farinha de trigo.
Preparo
Massa: junte os flocos de milho, fermento e 100g de farinha. Adicione o leite e 
deixe descansar por 30min. Em outro recipiente, misture os ingredientes secos, 
acrescente o fermento, o óleo e os ovos. Misture até obter uma massa lisa e
enxuta.
Divida em 6 partes e deixe descansar por 20min.
Recheio: misture todos os ingredientes do recheio. Abra a massa em formato 
retangular. Coloque o recheio. Enrole a massa como rocambole. Pincele a 
superfície com ovo batido.
Cobertura: misture todos os ingredientes e passe na massa de pão. 
Coloque na assadeira e deixe fermentar por 20min. Leve ao forno 
pré-aquecido a temperatura de 170ºC por 25min.
Fonte: Terra Culinária / Itamar Saraiva Ribas 
http://www.muitomaisreceitas.com.br
/receitas/tortas_paes_e_pizzas/pao_de_milho_com_baru.html

Pé-de-moleque Baru 
Ingredientes: 
4 xícaras (chá) de castanhas de baru torradas, sem peles e socadas; 
1 xícara (chá) de farinha de mandioca passada na peneira;
1 colher (sopa) de manteiga; 1 1/2 rapadura; Cravo
Preparo
Fazer um melado com a rapadura e água e coar. Levar ao fogo e quando 
estiver no ponto de puxa retirar e bater bem. Acrescentar as castanhas, 
a manteiga e a farinha. Adicionar cravo e bater mais um pouco. 
Espalhar farinha em superfície lisa. Despejar o doce e cortar em pedaços, 
quando estiver açucarado.
Bombom de Baru 
Ingredientes: 
100 gramas de castanhas de baru torradas e moídas; 
Leite condensado; ½ colher de sopa de manteiga.
Preparo
Misturar a manteiga a farinha de baru. Adicionar o leite condensado aos poucos 
até obter o ponto de enrolar. Untar as mãos com manteiga e formar pequenas 
bolas, colocando-as em vasilha também untada com manteiga.
(fonte: http://www.arrozcompequi.com.br/index.php?menu=12&fruto=
1&rec=33)

CREPES COM BARU A NOZ DO CERRADO

Ingredientes
5 ovos
1 ½ colher (sopa) de farinha de trigo
½ xí­cara de leite
1 pitada de sal
2 colheres(sopa) de açúcar

Para o recheio use sorvete de chocolate ou creme. 

Modo de Fazer: 
Bata todos os ingredientes no liquidificar por apenas 15 segundos (não deixe
fazer bolhas). Reserve na geladeira por pelo menos 20 minutos. Aqueça uma 
frigideira teflon aro 15 cm, pincele levemente com manteiga e despeje 1 concha
pequena da massa, apenas o suficiente para cobrir o fundo da frigideira.
Cozinhe os crepes, aos poucos, virando-os com uma espátula para dourar os 
dois lados, até terminar a massa.
Deixe esfriar e monte-os da seguinte forma: uma colher (sopa) de sorvete para
cada crepe.
Disponha o sorvete no centro da massa e feche-os da maneira que preferir 
(meia-lua, envelope).
Regue com BARUZETTO e polvilhe cacau em pó por cima. Sirva imediatamente. 

Porção: 12 crepes 

Baru Salgado
1 quilo de baru torrado e sem pele
sal e água
Colocar os barus em tabuleiro, fazer salmoura com meio copo de água e uma
colher (sopa) de sal. Borrifar a salmoura sobre as amêndoas e levar ao forno 
até secar toda a água. Servir como tira-gosto, acompanhando aperitivos.
Biscoito com Baru
2 1\4 xícara de farinha de trigo
1 1\2 xícara de açúcar
200g de margarina
3 ovos ( 2 se forem grandes)
1 colher (chá) de fermento em pó
1 colher (chá) de essência de baunilha
1 1\2 xícara de baru torrado e moído
Colocar todos os ingredientes numa tigela. Bater bem. Por último juntar o baru.
Num tabuleiro, sem untar, colocar a massa às colheradas (usar colher de chá),
numa distância de 5 cm. Assar por 10 a 12 minutos ou até dourar. Retirar quente,
para uma grade, para secar completamente.
Biscoito de Aveia com Uva Passa e Baru
1 xícara (chá) de farinha de trigo
3\4 xícara (chá) de farelo de aveia
1\2 colher (chá) de sal
1\2 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1\2 xícara (chá) de margarina (temperatura ambiente)
1 xícara (chá) (bem socada) de açúcar mascavo
1\4 xícara (chá) de açúcar cristalizado
1 xícara (chá) de iogurte
1\4 xícara (chá) de suco de laranja
1 ovo grande ou 2 pequenos
1 colher (chá) de casca de laranja ralada
1 colher (chá) de essência de baunilha
2 1\2 xícaras (chá) de aveia
1 xícara (chá) de uva passa preta sem semente
1\2 xícara (chá) de baru torrado e moído
Misturar bem a farinha, farelo, sal e bicarbonato de sódio. Numa batedeira, bater
em creme a margarina, açúcares, iogurte, suco de laranja, ovos e depois juntar
casca de laranja, baunilha, aveia, passas e baru. (Para sobressair o baru, eliminar
laranja ralada e passas).
Em tabuleiro untado, colocar a massa às colheradas distantes 5 cm. Forno médio
por 10 a 12 minutos. Retirar do tabuleiro, ainda quente, para uma grelha, para
secar 
completamente.
Biscoito de Aveia com Baru
1\2 xícara (chá) de margarina
1 xícara (chá) de açúcar mascavo
1 xícara (chá) de farinha de trigo
2 xícaras (chá) de aveia
1\2 xícara (chá) de baru torrado e moído
2 ovos
2 colheres (chá) fermento em pó
1\2 colher (chá) essência de baunilha
Misturar bem todos os ingredientes, numa tigela. Colocar porções bem espalhadas,
em tabuleiro untado e
polvilhado com farinha de trigo. Enfeitar com baru (moído mais grosso ou inteiro)
e assar em forno
moderado por 10 minutos.
Biscoito de Nata com Baru
1 quilo de farinha de trigo
1\2 quilo de nata
3 xícaras de açúcar
2 colheres (sopa) de fermento em pó
1 xícara de baru torrado e moído
Misturar bem todos os ingredientes. Abrir a massa e cortar os biscoitos no formato
desejado ou fazer rosquinhas de tranças. Colocar em tabuleiro, sem untar,
em forno médio (180ºC), até dourar.
Cajuzinho de Baru
2 xícaras de baru torrado e moído
2 xícaras de rapadura raspada bem fina
50g de côco ralado
leite de vaca
Misturar todos os ingredientes secos. Amassar com um pouco de leite, suficiente 
para dar o ponto de enrolar. Modelar em forma de cajuzinho e colocar um baru 
torrado, simulando a castanha do caju.
Paçoquinha de Baru
2 xícaras (chá) de amêndoas de baru torradas e sem pele
11\2 xícara (chá) de farinha de milho ou mandioca
1 xícara (chá) de açúcar
4 a 5 colheres (sopa) de leite
Misturar todos os ingredientes secos e socar no pilão até obter uma massa
uniforme. Colocar numa forma untada com manteiga, deixando a massa com espessura de 1,5 cm. Cortar em quadradinhos.

Fonte de Pesquisa:

                                        

linkes das pesquisas da feíra de ciéncias


Fonte de Pesquisa:baru

frutos O coco-baru

                                                              Coco_ Baru  
   
baru ou cumaru (Dipteryx alata), é uma árvore da família das leguminosas, subfamília papilionoídea..
Nomes populares: baru, barujo, bugueiro, cambaru, castanha-de-bugre, coco-feijão, cumari, cumaru, cumarurana, cumbaru, feijão-baru, feijão-coco, imburana-brava e pau-cumaru.
Características
A árvore, de até 25 metros de altura com tronco podendo atingir 70 cm de diâmetro, possui copa densa e arredondada. Sua madeira é resistente



Folhas compostas por 6 a 12 folíolos, glabras, de coloração verde intensa.
Flores pequenas, de coloração esverdeada que surgem de outubro a janeiro. Floresce de outubro a janeiro.
O fruto (baru) é um legume lenhoso, castanho com uma única amêndoa comestível, que amadurece de setembro a outubro.
As sementes são uma iguaria cada vez mais apreciada e muito nutritiva, embora a dureza do fruto dificulte sua obtenção. Animais silvestres e o gado consomem a polpa aromática do fruto, assim como seres humanos, in natura ou como geléia.
Ecologia
O baru é nativo da vegetação do cerrado brasileiro e das faixas de transição da Mata Atlântica para o cerrado (na floresta latifoliada semidecidual). Ocorre nos estados de Minas Gerais(Triângulo Mineiro), São Paulo (norte do estado), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás.
Ocorre também na Bolívia, Paraguai e Peru.
A árvore é perenifólia, heliófita, de terrenos secos. Sua dispersão é irregular.
Está ameaçada de extinção devido a:
destruição de seu bioma nativo, ocupado pela expansão agrícola
corte devido a sua excelente madeira
consumo de suas sementes na alimentação e como medicinal.

Fenologia

De crescimento rápido, cultiva-se por sementes. Um quilograma de frutos contém cerca de 30 sementes.
A semente germina em cerca de 20 a quarenta dias, e a taxa de germinação é baixa.
Usos
A madeira é de qualidade superior.
O gosto da amêndoa do baru, parecido com o do amendoim, leva a população da região a atribuir-lhe propriedades afrodisíacas: diz-se que na época do baru, aumenta o número de mulheres que engravidam. O que já se sabe é que o baru tem um alto valor nutricional. A castanha tem em torno de 23% de proteína, valor maior do que a castanha-de-caju e a castanha-do-pará.
A semente pode ser armazenada em um saco de aniagem, em ambiente fechado, por um período de um ano, sem nenhum dano para a qualidade da amêndoa. Fora do coco, as amêndoas também podem ser conservadas pelo mesmo período, desde que sejam guardadas em sacos plásticos dentro do freezer.
O preparo das amêndoas para consumo é simples. Depois de tiradas da polpa, é só torrar. Podem ser consumidas sozinhas ou usadas no preparo de pé-de-moleque, rapadura e paçoca.
O óleo extraído da amêndoa é de excelente qualidade, e costuma ser utilizado pela população local como aromatizante para o fumo e como anti-reumático. Apesar de todas as suas qualidades, o baru não é ainda comercializado, sendo muito raro encontrá-lo nas feiras e nas cidades.
As qualidades do baruzeiro vêm sendo pesquisadas desde o fim dos anos 1980 pela Embrapa e suas propriedades o tornam uma planta relevante. O baruzeiro, por ser uma árvore de crescimento rápido e pela qualidade e resistência de sua madeira, é uma planta de bastante interesse e indicada para as empresas de reflorestamento.


Castanha de baru

Castanha de baru

NOMES POPULARES

Castanha de baru, cumbaru, cumaru, castanha de burro, viagra do cerrado, coco barata, coco feijão.

NOME CIENTÍFICO

Dipteryx alata Vog

OCORRÊNCIA

Ocorrre nas matas e cerrados do Brasil Central, envolvendo terras dos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Tocantins, Bahia, Piauí, Maranhão e Distrito Federal.

ASPECTOS BOTÂNICOS E ECOLÓGICOS


Baruzeiro
Leguminosa arbórea da família Fabaceae.
Árvore de grande porte chegando a medir 25 metros de altura, podendo atingir 70 cm de diâmetro com vida útil em torno de 60 anos.
O baru está ameaçado de extinção em função da procura pela madeira e pelo nível de desmatamento do Cerrado.
Ocorre corte indiscriminado do baru para fabricação de carvão vegetal, instalação de cercas (moirões), indústria moveleira, construção civil, entre outros usos.
O baru é encontrado em terras férteis e seus ecossistemas de ocorrência têm sido massivamente desmatado em função do avanço da fronteira agropecuária sobre o Cerrado.
Crescimento rápido sendo importante para fixação de carbono da atmosfera.
Tem sua primeira frutificação com cerca de 6 anos, sendo este período bastante variado em função das condições de solo e água.
Possui safra intermitente com variações bruscas de intensidade de produção de frutos de um ano para o outro. Para efeitos práticos, relacionado a utilização comercial, produz uma safra boa a cada 2 anos.
Uma árvore adulta produz cerca de 150 kg de fruto por safra boa. Possui apenas uma semente por fruto, do qual pode se aproveitar a polpa, endocarpo e semente (amêndoa).
O tamanho do fruto varia muito de região por região, bem como em função das condições de solo, água e genética da planta. Em média o fruto pesa 25g, sendo 30% polpa, 65% endocarpo lenhoso e 5% semente.
A polpa do baru constitui importante fonte de alimento para a fauna nativa (pequenos mamíferos, roedores, pássaros, morcego, etc) e para o gado que se alimentam roendo a polpa da fruta na época da safra.
A época da floração e frutificação varia de acordo com a região, sendo que a colheita geralmente é feita após o pico de queda dos frutos maduros.

APLICAÇÕES DO BARU

  • Alimentação humana
  • Alimentação animal
  • Medicina
  • Indústria cosmética
  • Artesanato
  • Combustível
  • Indústria madereira/moveleira
  • Construção civil/rural
  • Adubação natural (leguminosa)
  • Moirão vivo

Baru bom de briga

Essa amêndoa tem força de sobra para nocautear a anemia e merece subir no pódio dos campeões em ferro. Saiba mais sobre o alimento que saiu do anonimato graças a um estudo brasileiro

por Regina Célia Pereira | design Robson Quinafélix | foto Dercílio

IMAGEMTXTO sabor lembra o do amendoim. Por essa razão muitas quituteiras do cerrado incrementam receitas de paçoca e outros doces com a amêndoa do baru. Delícias à parte, essa leguminosa é uma campeã quase invencível em ferro. Basta examinar o trabalho recémconcluído na Universidade de Brasília, Unb, mostrando que em 30 gramas, o equivalente a 1/2 xícara de chá, há 1,4 miligrama do mineral que combate a anemia — uma dose generosa se considerarmos que homens precisam de 8 miligramas desse nutriente por dia e mulheres, de 18.

No estudo feito pela nutricionista Alinne Martins Ferreira em parceria com a professora Egle Machado de Almeida, há outros dados saborosos do ponto de vista nutricional. O baru oferece boas quantidades de zinco, substância que exerce papel fundamental na maturação de células do sistema imunológico. "Nos vegetais de modo geral essa dupla de minerais não é bem aproveitada pelo organismo, mas não é o que acontece com o ferro e o zinco do baru", conta Alinne. Sem falar no fósforo e no magnésio, que atuam na mineralização óssea.
A nutricionista paulista Neide Rigo também enaltece o alimento. "O baru é ótima fonte de fibras", garante. Mas, como nada é perfeito, ele está cheio de calorias — só um punhado já ofecere 150.
Até agora as pesquisas brasilienses revelam que todas essas propriedades se concentram na amêndoa. A polpa parece ser a parte pobre do baru. Na verdade, o valor nutricional dela nem sequer é bem conhecido, segundo a bióloga Sueli Matiko Sano, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa. Para piorar, se for colhida um tantinho que seja fora de época, ela já fica com sabor ruim, por culpa do tanino, substância que também dá aquela sensação de língua travada.
As sementes, porém, são invariavelmente saborosas. Por enquanto, fora da região do cerrado, elas são mais facilmente encontradas em grandes redes de supermercados, numa versão já salgada que serve como aperitivo. Quem conseguir levar para casa um punhado delas sem sal poderá experimentá- las em receitas como esta ao lado, criada pela nutricionista Andréa Esquivel, que também é professora de gastronomia em São Paulo.

O baru é campeão
Compare os teores de calorias e minerais nas oleaginosas

Baru
Amendoim
Avelã
Noz
Calorias
502
594
629
718
Ferro
4,7 mg
3,7 mg
3,3 mg
2,6 mg
Zinco
4,2 mg
3,8 mg
2,2 mg
1,2 mg
*em 100 gramas, o que equivale a 1 1/2 xícara de chá de cada

FONTES: USDA - DEPARTAMENTO DE AGRICULTURA DOS ESTADOS UNIDOS E ALINNE FERREIRA, DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA
PRODUÇÃO LÍVIA BADAN / STELA FERRAZ

Baru: A castanha que faz a diferença na dieta e saúde!
Há algum tempo as oleaginosas, como castanha do Brasil, de caju, avelã, nozes, pistache, amêndoas e amendoim, viraram as estrelas da alimentação saudável e balanceada, principalmente por serem ricas em diversos minerais e gorduras poli-insaturadas, os famosos ácidos graxos ômegas 3, 6 e 9. Além de proporcionarem vários benefícios ao organismo, esses alimentos são saborosos e, por isso, incluí-los no cardápio não é uma tarefa difícil.
Pois bem, outra semente oleaginosa, típica do cerrado brasileiro e praticamente desconhecida na maior parte do Brasil, vem para reforçar esse time de aliados da saúde. Trata-se da castanha do baru, fruto do baruzeiro (Dipteryx alata) uma planta leguminosa arbórea. Seu sabor é semelhante ao do amendoim e da castanha de caju, porém, é considerado mais prevalecente, como se a castanha tivesse sido um pouquinho mais torrada. É rica em proteínas, fibras, minerais, além dos ácidos graxos oleico (ômega-9) e linoleico (ômega-6). “Ela também é um alimento considerado proteico e energético, pois contém calorias”, afirma a nutricionista clínica funcional Fernanda Granja, de São Paulo.
Muitos minerais
Parte da população brasileira tem deficiência de minerais, como ferro, zinco, magnésio e cálcio. Como já foi dito, essa oleaginosa do cerrado é rica nesses nutrientes e, sendo assim, seu consumo pode suprir essas necessidades e afastar males causados por sua carência.
Um estudo com a castanha do baru para a tese de mestrado da nutricionista Alinne Martins Ferreira, desenvolvido no Laboratório de Biofísica da Universidade de Brasília, mostrou uma quantidade de ferro equivalente a 59% das recomendações diárias de ingestão desse nutriente para indivíduos adultos, e 46,7% do consumo de zinco para a mesma faixa etária.
De acordo com a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], um alimento é rico em algum nutriente quando apresenta pelo menos 30% da ingestão diária recomendada por 100 gramas. Nesse caso, a castanha do baru pode ser considerada uma ótima fonte de ferro e zinco”, esclarece a nutricionista especialista em nutrição clínica Daniella dos Santos Galego, do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo.
A grande quantidade de ferro faz dessa oleaginosa uma aliada no combate à anemia. Em 2001, a farinha de castanha do baru passou a fazer parte da merenda escolar da rede municipal de Goiânia a fim de suprir as necessidades do mineral.
Afodisíaco do cerrado
Assim como o amendoim, a castanha do baru é considerada um alimento afrodisíaco. Geralmente, esse título é dado a alimentos ricos em energia de boa qualidade. A fama de ajudar na libido é tão grande que, na região onde o fruto é extraído, é chamado de “Viagra do Cerrado”.
Mas, o valor energético não é o único responsável por isso. Outro nutriente participa desse processo: o zinco. O mineral é considerado o mais importante para a fertilidade, tanto masculina quanto feminina. “Devido à sua riqueza de nutrientes e por ser fonte de zinco, necessário à maturação do esperma e à fertilização dos óvulos, a castanha do baru tem sido considerada um afrodisíaco natural”, explica a nutricionista Daniella dos Santos Galego.
Amiga do peito
Da castanha do baru também é possível a extração de um óleo fino com 81% de insaturação e semelhante ao azeite de oliva. Ele contém ômega-6 e é rico em ômega-9. O primeiro proporciona diversos benefícios ao organismo, como prevenção da hipertensão, redução do colesterol total e LDL (colesterol ruim), regulariza os níveis de glicose no sangue, reduz a gordura abdominal e a incidência de câncer, além de ajudar na cicatrização e queda de cabelo.
Já o segundo, além de possuir as mesmas funções benéficas ao sistema cardiovascular que as do ômega-6, é um potente antioxidante, que reduz as lesões nas células causadas pelos radicais livres, e inibe a agregação plaquetária e formação de trombos. “Estudos indicam que o ômega-9 inibe a produção excessiva de cortisol, com consequente diminuição do acúmulo de gordura abdominal”, afirma a nutricionista Fernanda Granja.
A nutricionista Fernanda Granja, porém, alerta que não basta um alimento ser rico em determinado nutriente se sua biodisponibilidade não for boa. Em outras palavras, é importante saber a capacidade que o organismo terá de absorver tal propriedade para que seus benefícios sejam aproveitados. “Mesmo ele não sendo tão biodisponível como o ferro da carne, o ferro de origem vegetal, quando combinado com alguns alimentos, como laranja, acerola, goiaba e outros ricos em vitamina C, pode ser perfeitamente aproveitado pelo organismo com total eficiência”, orienta a profissional.
Dicas de compra e conservação
Como qualquer alimento, é fundamental alguns cuidados na hora da compra. É importante verificar a procedência da castanha; o tipo de embalagem (de preferência a vácuo); e o seu aspecto, observando a presença de fungos. Se houver pontos esbranquiçados no meio ou em torno dela, é sinal de que o produto já entrou em contato com fungos e bactérias, o que é extremamente perigoso para a saúde. Só compre se a oleaginosa aparentar estar fresca e com cor uniforme.
Sua distribuição ainda não é feita em larga escala, mas a castanha do baru pode ser encontrada em alguns mercados municipais das grandes capitais e em lojas de produtos naturais. Em casa, ela deve ser conservada em potes escuros – já que os ômegas oxidam com muita facilidade e, dessa forma, perdem seu efeito -, e em local seco e arejado.
Na prática
A nutricionista clínica e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo, alerta que a castanha do baru nunca deve ser consumida crua, pois possui substâncias antinutricionais, como taninos e fitatos, que são elementos capazes de alterar a biodisponibilidade de nutrientes, como o cálcio, por exemplo.
O processo de torragem da castanha inativa essas substâncias, por isso, é importante salientar que só deve ser consumida torrada, para aproveitar todos seus benefícios e não causar nenhum transtorno à saúde. “Quando a castanha do baru é ingerida crua, causa intoxicação e pode levar a lesões na pele”, completa Daniella dos Santos Galego.
Produtos do baru
Polpa: é consumida fresca ou em forma de doces, geleias e licores, podendo ser utilizada para sorvetes.Castanha: deve ser consumida torrada. Pode ser uti- lizada para enriquecer diversas receitas, como pães, bolos, sorvetes, acompanhar aperitivos, ou ainda em doces ou paçoquinhas, granolas e barras de cereais. Segundo estudos, em 30 gramas de castanha do baru, o equivalente a meia xícara (chá), há 1,4 miligrama de ferro, mineral que combate a anemia.Óleo: é semelhante ao azeite de oliva, com 81% de insaturação, e obtido por meio do processamento das amêndoas, rico em ômega-9. É utilizado na alimentação humana de maneira variada.

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